Infelizmente

 Essa campanha teve de ser cancelada por falta de comprometimento. Em breve o link da próxima, espero que engate.

O Terror da Tempestade

 Perguntas sobre a origem dos orcs, seres ferozes que populam os lugares inóspitos de Áden, são frequentes entre os aprendizes. Não se sabe ao certo a origem desses seres ou porque eles tornaram-se tão populosos, mas pode-se fazer algumas conjecturas baseadas em fatos obtidos através de observação.
 A palavra "Orc" é bastante ampla, estudiosos d'O Colegiado especializados em monstros ousam afirmar que existem sub-espécies de acordo com a região onde vivem. Sem sombra de dúvida os dominantes são os chamados "povo da montanha", os quais receberam essa alcunha pela sua origem mais evidente. Outra corrente de estudiosos afirma que há uma relação direta entre os monstros e o clima. Foram encontrados inúmeros focos da praga do "povo da montanha" em Elýsia e quase não encontram espécimes ao norte de Kadath, por essas razões pode-se afirmar que mais do que a geografia do ambiente, o que propicia a proliferação da raça é o clima frio. Outra sub-espécie popular são os misteriosos orcs da floresta; por possuírem características mais  aceitáveis aos humanos, como o fato de quase sempre evitarem conflitos com as demais raças mantendo assim um hábito dito pacífico -na maioria das vezes- e até realizar comércio com populações humanas remotas, como acontece em Lono, a sudoeste de Kadath e próxima ao Desfiladeiro das Serpentes, esses orcs são aceitos e até comuns em cidades cosmopolitas como Beloske, Mellon e até na própria Kadath.
 O Capitão Lars do Forte da Aurora em Elýsia relata que os patrulheiros da Noite Longa foram auxiliados por "ferozes e crueis homens vindos dos mares dos sul" quando estavam sendo atacados por hordas de orcs nos gélidos vales de Elýsia, "seus hábitos hediondos e seus costumes primitivos faziam os orcs parecerem civilizados" disse Lars. Em contra partida, batedores do Forte da Aurora na Floresta do Inverno descrevem excitados a descoberta de um "lugar onde os orcs se reúnem no meio da floresta", especula-se todo tipo de idéias, vagas ou não, sobre o que o "povo da floresta" faz nessas reuniões visto que eles não parecem adorar nenhum tipo de imagem, logo não são religiosos, e os bens que todos possuem são muito semelhantes, ou seja, comércio é insignificante. O evento do auxílio macabro fornecido pelos homens do sul aos patrulheiros e o evento da descoberta da "reunião de verão" dos orcs, embora não tenham nenhuma conexão especial além de terem ocorrido ambos em Elýsia, deixam no ar duas questões importantes: Até que ponto humanos e orcs são diferentes? Teríamos então o direito de chamá-los de monstros?

 Marvel, de Nara.

O início

 A cidade de Portão do Inverno é o palco da primeira aparição d'Os Batedores em Naurill. O grupo, inicialmente separado, se junta a pedido de quatro anões para servirem de escolta até algum ponto no meio da cadeia de montanhas. Eles partem à noite e logo chegam ao destino no qual o perigo os aguarda. Dentro do que seria o objetivo dos anões, uma oca na base das montanhas, um urso negro longe de seu ambiente natural encurrala uma vítima. Após uma luta de vida ou morte a suposta vítima é salva e o urso afugentado; os anões dispensam o grupo que vai para a cidade com mais um integrante. Logo na entrada da vila o líder da caravana que acaba de chegar levando a maior parte do grupo, vindos de terras distantes, solicita os serviços dos aventureiros para mais uma missão, podendo esta ser um pouco mais arriscada que a anterior.
 O objetivo da caravana é importantíssimo; seguindo ordens da capital do Reino de Áden o mago Marvel reuniu essa caravana para ir até Portão do Inverno averiguar uma jazida de um minério que parece ser diferente de tudo que já foi visto e enviar amostras até Kadath (capital de Áden). No entanto o grupo de mensageiros enviados à capital não chegaram a sair de Talmulde, muito menos da região das montanhas; por essa razão Marvel contrata o grupo para investigar o destino dos mensageiros.

A imortalidade

 "Se depois de termos escapado aos perigos dos combates, pudéssemos tornar-nos imortais, poder-se-ia compreender que os vivos chorem os mortos. Mas na realidade o nosso corpo é vencido pelas doenças e pela velhice e o génio a que o nosso destino está entregue não se deixa vencer. Por isso devemos considerar felizes entre os homens aqueles heróis que terminam os seus dias lutando pela mais nobre e maior das causas e que, sem esperar por uma morte natural, escolhem a morte mais bela. A sua memória não pode envelhecer e as honras que lhes são tributadas são objeto de inveja para todos os homens. A natureza impõe que sejam chorados como mortais, mas a sua virtude impõe que sejam cantados como imortais [...] Quanto a mim, considero a sua morte feliz e invejo-os. Se nascer tem algum significado, isso só é válido para aqueles que, tendo recebido do destino um corpo mortal, deixaram uma recordação imortal do seu valor."

- Epitáfio dedicado aos soldados atenienses mortos na defesa de Corinto na guerra contra os Espartanos; Lísias.